OPINIÕES Os "quase advogados" Livan Pereira - 03/08/2013 - 09h00 É público e notório que para um bacharel em Direito exercer a nobre arte de advogar, este precisa primeiramente ser aprovado no exame nacional da Ordem dos Advogados do Brasil-sil-sil. Leia mais: A prova da OAB mede o conhecimento? Por que não com o Direito? Pra que tanta PEC? Ei, gigante, acorda! Contudo, não são raras as vezes nas quais você vai se deparar com um senhor trajando um terno preto e bem mal cortado, camisa preta e uma gravata prateada, no mais puro estilo cantor de pagode, sendo chamado de doutor por um ou outro, mas que sequer sentou a bundinha trapaceira um dia sequer em uma cadeira da faculdade de Direito. O Brasil é o país da burocracia e por conta disso, aparecem muitos pseudo-advogados, mas que são na verdade meros atravessadores, que pintam como os salvadores da pátria e prometem resolver os mais diversos tipos de problemas. Tá ruim pra receber o DPVAT? Deixa que eu resolvo! Sua aposentadoria tá demorando pra sair? Dá aqui que eu te aposento em uma semana! Precisa fazer um contrato de locação! Deixa pra mim que eu “bato o contrato”! E sabe quem acaba se dando mal nessa história? Os advogados! Aqueles que cursaram efetivamente a faculdade, pagam cursos de especialização e pautam seus preços pela tabela da OAB. Pois se você, amigo advogado aprovado na OAB cobra X, o cara que tem um escritório na esquina com uma plaquinha pendurada na porta com os seguintes dizeres: “faço aposentadoria, bato contrato e vendo Avon” e nunca abriu um código civil, vai cobrar X menos mil e vai pegar o seu potencial cliente! E você vai ficar a ver navios. Aí você pensa: pelo menos esse pessoal não invade as áreas onde a atuação do advogado é obrigatória. Engano seu meu nobre amigo causídico, pois esse pessoal é tinhoso, e apesar de não possuir a carteira cor-de-rosa, estes cidadãos quando precisam “entrar com uma ação” sempre tem um conhecido assina a troco de 50 reais! E assim, o mercado vai sufocando cada vez mais o já competitivo mundo jurídico e por este e tantos outros motivos é que cada vez mais os bacharéis em Direito estão estudando para concursos públicos, abrindo bares, ou montando buffet infantil, pois não basta ter que competir com outros advogados, existe ainda a necessidade de brigar com os “quase advogados”. Não é uma briga legal, não é uma briga justa, e pouco se pode fazer pra combater esses ilustres “colegas de profissão”, assim, sempre que eu me deparo com um quase advogado, eu olho para o céu e clamo: “senhor, agradeço por ter me feito lindo e inteligente ao invés de forte, pois senão eu desceria o cacete nesse filho da mãe!” fonte ultimainstancia.com.br

OPINIÕES Os "quase advogados" Livan Pereira - 03/08/2013 - 09h00 É público e notório que para um bacharel em Direito exercer a nobre arte de advogar, este precisa primeiramente ser aprovado no exame nacional da Ordem dos Advogados do Brasil-sil-sil. Leia mais: A prova da OAB mede o conhecimento? Por que não com o Direito? Pra que tanta PEC? Ei, gigante, acorda! Contudo, não são raras as vezes nas quais você vai se deparar com um senhor trajando um terno preto e bem mal cortado, camisa preta e uma gravata prateada, no mais puro estilo cantor de pagode, sendo chamado de doutor por um ou outro, mas que sequer sentou a bundinha trapaceira um dia sequer em uma cadeira da faculdade de Direito. O Brasil é o país da burocracia e por conta disso, aparecem muitos pseudo-advogados, mas que são na verdade meros atravessadores, que pintam como os salvadores da pátria e prometem resolver os mais diversos tipos de problemas. Tá ruim pra receber o DPVAT? Deixa que eu resolvo! Sua aposentadoria tá demorando pra sair? Dá aqui que eu te aposento em uma semana! Precisa fazer um contrato de locação! Deixa pra mim que eu “bato o contrato”! E sabe quem acaba se dando mal nessa história? Os advogados! Aqueles que cursaram efetivamente a faculdade, pagam cursos de especialização e pautam seus preços pela tabela da OAB. Pois se você, amigo advogado aprovado na OAB cobra X, o cara que tem um escritório na esquina com uma plaquinha pendurada na porta com os seguintes dizeres: “faço aposentadoria, bato contrato e vendo Avon” e nunca abriu um código civil, vai cobrar X menos mil e vai pegar o seu potencial cliente! E você vai ficar a ver navios. Aí você pensa: pelo menos esse pessoal não invade as áreas onde a atuação do advogado é obrigatória. Engano seu meu nobre amigo causídico, pois esse pessoal é tinhoso, e apesar de não possuir a carteira cor-de-rosa, estes cidadãos quando precisam “entrar com uma ação” sempre tem um conhecido assina a troco de 50 reais! E assim, o mercado vai sufocando cada vez mais o já competitivo mundo jurídico e por este e tantos outros motivos é que cada vez mais os bacharéis em Direito estão estudando para concursos públicos, abrindo bares, ou montando buffet infantil, pois não basta ter que competir com outros advogados, existe ainda a necessidade de brigar com os “quase advogados”. Não é uma briga legal, não é uma briga justa, e pouco se pode fazer pra combater esses ilustres “colegas de profissão”, assim, sempre que eu me deparo com um quase advogado, eu olho para o céu e clamo: “senhor, agradeço por ter me feito lindo e inteligente ao invés de forte, pois senão eu desceria o cacete nesse filho da mãe!” fonte ultimainstancia.com.br

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