Dano Cancelamento de voo que resultou em perda de dia de viagem gera indenização inShare 0 domingo, 28/7/2013 Consumidora será indenizada em R$ 2 mil, por danos morais, devido a cancelamento de voo que resultou em perda de um dia do pacote de viagem contratado para a cidade de Nova York, nos EUA. A decisão é do 6º JEC de Brasília/DF. A autora adquiriu da empresa Hotel Urbano um pacote de viagem de quatro dias com destino a Nova York, com voo de ida no dia 22/4/13 às 2h29 e previsão de chegada na cidade de destino às 13h50. A despeito da emissão dos bilhetes, dois dias antes da viagem, foi informada que o voo da empresa Copa Airlines foi cancelado, e substituído por voo da empresa American Airlines, com horário diverso do inicialmente contratado. A juíza decidiu que "o fornecedor de serviços responde objetivamente pelos vícios decorrentes de sua prestação inadequada, a teor do que dispõe o art. 20 da Lei n. 8.078/90. O vício do serviço, na hipótese, é evidente e o inadimplemento relativo impõe ao fornecedor indenizar o consumidor dos danos sofridos.(...) Na hipótese, a expectativa de embarque no tempo contratualmente estabelecido, o atraso de aproximadamente oito horas que resultou na perda de quase um dia da curta estadia de quatro dias no país, possuem habilidade de violar a dignidade do consumidor e, assim, um dos atributos de sua personalidade, rendendo ensejo à configuração do dano moral". Segundo a magistrada, é oportuno registrar que é direito básico do consumidor ser indenizado na exata extensão dos prejuízos que sofrer, a teor do que dispõe o art. 6º, VI, da lei 8.078/90, inspirado no princípio da indenizabilidade irrestrita albergado pela CF no art. 5º, V e X. "Em atenção aos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade, à natureza da ofensa, às peculiaridades do caso sob exame, tenho que o valor de R$ 2.000,00 revela moderação e se amolda ao conceito de justa reparação", afirmou. Processo: 72519-3 Fonte: TJ/DF

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

CONSTITUIÇÃO FEDERAL- ARTIGO 5 INCISO XX - CLAUSULA PÉTREA

veja sumula 233 STJ cédula de crédito bancario

Associação de moradores não é empresa prestadora de serviços